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A Região

 

ROTEIROS TURÍSTICOS PELOS DISTRITOS DE SOUSAS E JOAQUIM EGÍDIO 

 
 Com aproximadamente 222 quilômetros quadrados de extensão (correspondente a 27% do território), a APA Campinas é a área de maior concentração de água e matas naturais do município, registrando 60% da Mata Atlântica remanescente e uma vegetação típica de ambientes rochosos (hoje em dia de rara presença). Com fauna e flora diversificada, além de uma paisagem diferenciada pela presença de serras e morros, a região conta com 250 espécies de aves, 68 de mamíferos, 45 de anfíbios e 40 de répteis, podendo-se encontrar em suas matas, macacos, tatus, tucanos, maritacas, capivaras, sabiás, além de animais ameaçados de extinção como a jaguatirica, a sussuarana, o sagüi, a lontra e a paca.

 

 Nestes Distritos acham-se preservadas também parte das antigas fazendas de açúcar/café que outrora configuraram o município como centro do complexo cafeicultor paulista. Além das fazendas, dois núcleos urbanos - outrora arraiais – continuam a manter arruamentos e casarios das últimas décadas do século XIX, ou ainda, monumentos remanescentes (estação, ponte, instalações) do antigo Ramal Férreo Campineiro, a “cabrita”, estrada de ferro criada em 1889 e substituída em 1918 por bondes elétricos que perduraram até 1956. Na atualidade, seu leito abriga um “caminho de lazer” entre os dois Distritos.

 

 Protegido por legislação específica, este patrimônio natural, fluvial (rios Atibaia e Jaguari), cultural e arquitetônico exige a prática e o desenvolvimento de atividades turísticas criteriosas e sustentáveis, razãopela qual o Departamento de Turismo da Secretaria de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo oferece sugestões de roteiros comprometidos com a preservação do meio ambiente e do patrimônio histórico-cultural dos Distritos de Sousas e Joaquim Egídio.

 

 

 

NA ORIGEM DOS DISTRITOS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  Fonte: Embrapa

 No início do século XIX, o território hoje ocupado pela APA e localizado à margem direita do Rio Atibaia, encontrava-se coberto de matas. Este rio que no curso do tempo se transformou no principal fornecedor de água potável de Campinas, desempenhou desde cedo um papel central na transformação de boa parte desta paisagem. Foi em suas proximidades que, no final do século XVIII começaram a surgir sesmarias, seguidas pelo comércio de terras que deu lugar à formação de grandes propriedades monocultistas (primeiramente de cana de açucar, depois de café) com emprego de mão de obra escrava, ou ainda, a formação de grandes latifúndios, como o do Sertão/Cabras (Joaquim Egídio) e o de Atibaia/Fazendinha (Sousas). Estas sesmarias e latifúndios imprimiram outras marcas ao território; escravos e posteriormente trabalhadores livres (de diferentes origens étnicas) foram trazidos para derrubar matas, criar lavouras, processar gêneros e cuidar de animais, surgindo senzalas, engenhos, tulhas, casas, terreiros, casas de máquinas e colônias, estruturas que, a cada momento, respondiam a processos produtivos específicos. No interior ou nas proximidades das grandes propriedades formaram-se também alguns núcleos de moradia que, ao longo do século XIX, originaram os arraiais, hoje distritos, de Sousas e Joaquim Egídio 

 O povoado de “Ponte Alta” (Sousas) e o “bairro de Luciano Teixeira” ou “bairro do Laranjal” (Joaquim Egídio) surgiram nas imediações dos caminhos, capelas e fazendas de açúcar e café por volta de 1840 e se desenvolveram na proporção em que as lavouras de café (em lugar da cana) se expandiram pelo interior da região. Sousas teve origem nas proximidades da primeira ponte de madeira construída sobre o rio Atibaia, nas terras da Fazenda Atibaia que então iniciava as primeiras plantações de café na região; nesta ocasião, a família de Joaquim Monteiro ergueria uma capela em honra a São Sebastião (1833), fazendo nascer o arraial. O segundo núcleo, localizado nas terras da Fazenda Laranjal, surgiu como “bairro de Luciano Teixeira”, também conhecido como “bairro do Laranjal” e posteriormente como “Arraial de Joaquim Egídio”. Neles encontramos referências centenárias da presença de populações africanas mantidas originalmente como escravas (e depois integradas como mão de obra livre) e de famílias migrantes fixadas como colonos nas fazendas cafeeiras (procedentes especialmente da Itália, além de alemães, espanhóis, japoneses) que nas últimas décadas do século XIX já movimentavam os dois arraiais, constando diversas casas de moradia, pequenas vendas e armazéns, além de uma ferrovia, o Ramal Férreo Campineiro (1889/1911), cuja locomotiva – a   “cabrita” – alcançava os cafezais no alto da Serra das Cabras. A partir de 1912, a “cabrita” e seus vagões foram substituídas por um bonde rural da Companhia Campineira de Tracção, Luz e Força que se manteve em atividade até a década de 1950. Em 1958, a Rodovia Heitor Penteado passaria a interligar Campinas a Sousas (9km) e a Joaquim Egídio (3km).
 

Fonte:  Mirza Pellicciotta - www.campinas.sp.gov.br/infotur/mapa.php

  

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