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Notícias

18.12.2009

Meio Ambiente

Por Vinicius Leone, 2h40

A Guarda Municipal de Campinas através de sua Guarda Ambiental vem fazendo um trabalho de apreensões e recolhimento de materiais que são causadores de prejuízos ao meio ambiente, principalmente no Distrito de Sousas que comporta uma grande parte da fauna e flora da cidade de Campinas.

Para o Soldado Faro, responsável pela guarda ambiental no Distrito, esta época do ano é uma das mais preocupantes para a natureza da região, afinal estamos na época da piracema, onde acontece a reprodução dos peixes. Existem pessoas que não obedecem a lei de proibição da pesca e freqüentam a Usina Salto Grande para praticarem esse crime ambiental.

Faro explica que o meio ambiente é muito desrespeitado e que as leis ambientais não são duras com os criminosos, “fazemos grandes apreensões de materiais ilegais usados na pesca e também de pessoas, porém as leis permitem que sejam soltas mesmo sendo reincidentes nestes crimes, cabendo a elas apenas prestarem serviços sociais como a doação de cestas básicas”.

Para se obter número maior de maior apreensões e também fazer mais vigilância das regiões naturais da regiãi é extremamente necessário um maior efetivo de pessoa e de veículos apropriados para entrarem em regiões mais fechadas, afinal Sousas conta com apenas duas viaturas para este trabalho.

Um projeto que vem dando resultado para o meio ambiente é o trabalho que a guarda vem fazendo com crianças do ensino fundamental, que se chama Guarda Mirim. É um projeto a longo prazo, mas se realizado corretamente vai transformar essas pequenas crianças em adultos com consciência ambiental, oferecendo ao Distrito de Sousas um futuro com mais ações ecológicas.

Para sanar problemas ambientais, em vários casos a Guarda depende muito da cooperação da população para que façam ligações denunciando todos os tipos de crimes, como a venda de pássaros, pesca ilegal, poluição de rios, etc....

Sobre os condomínios que estão muito próximos de reservas ambientais, Faro explica que há um consenso na maioria deles, “Existem condomínios, em que a filosofia é totalmente ambiental. Por exemplo, no Colinas de Hermitage, as pessoas proíbem até mesmo iluminação pública para não atrapalhar a vida que ali estava antes do humanos chegarem”.

Há vários tipos de materiais encontrados na Guarda que remetem ao crime ambiental, como gaiolas, alçapões, redes de pesca e até balões. Há redes que chegam a 16 metros de comprimento, que são usadas de uma margem a outra do rio, acarretando um enorme risco à vida nesses locais.

Soldado Faro, responsável pela equipe em Sousas, é formado em educação ambiental e pós-graduado em gestão ambiental. Ele promove ações dentro da equipe que não sejam danosas ao meio ambiente, como usar papel reciclável e evitar ao máximo o desperdício de água.

Ele explica que a queima de matas faz com que o solo demore muitos anos para se retornar como era antes e que o reflorestamento é feito de maneira errada na maioria das vezes, pois são desmatados vários tipos de fauna e em reflorestamento são plantados geralmente apenas um tipo de planta.

Com um grande conhecimento que tem sobre o assunto e com 32 anos ligado ao meio ambiente, o soldado resume todo o trabalho a ser feito para ajudar a natureza em uma simples frase, “ não adiante fazer trabalhos individuais, para se haver uma ação global, deve-se haver uma ação local”.

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