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16.09.2009

Exposição fixa conta a história de Joaquim Egídio

Por Ana Paula Pereira, às 18h36

Se recordar é viver, então visitar a exposição fixa de fotos alocada no subprefeitura de Joaquim Egídio é uma maravilhosa viagem pela história não só do distrito como do país.

Joaquim Egídio abrigou e ainda abriga muitas fazendas de café. No século passado foi um dos principais pólos produtores da semente ao lado de Campinas, e isso é claro fez com que muitos italianos imigrassem a fim de trabalho e melhores condições de vida. Essa e muitas outras histórias são retratadas em fotos e objetos que contam de forma singular a história do distrito de Joaquim Egídio.

A exposição nasceu em 2001 quando Mônica de Almeida, professora em Joaquim começou uma pesquisa de temas que contemplassem a memória local "Elaboramos um único projeto denominado "Memória,Cultura popular e Meio ambiente" e os principais objetivos foram: os trabalhos com a memória local, a aproximação com a comunidade através do resgate da cultura popular e a formação dos educadores...", "...O eixo memória me chamou a atenção uma vez que tinha o interesse em reconstruir a história do distrito e das festas religiosas. Assim, dei continuidade com o projeto da sala e paralelamente dei nício a esta pesquisa."

Mônica, ainda conta que reunir todo esse material foi uma árdua tarefa, pois ali estavam muito mais que fotografias, "Foi muito difícil encontrar material para pesquisa. Iniciei entrevistando alguns moradores que já me conheciam desde criança e tinham confiança em me mostrar algumas fotos. Em cada casa que eu visitava as pessoas me apresentavam muitos álbuns, ou pastas em sacos plásticos amarelados pelo tempo. Muitas rapidamente apontavam quem estava presente nas fotos, enquanto que outras sentavam ao meu lado e pareciam voltar ao passado, rindo ou se emocionando das memórias trazidas por aquelas fotos. Nem sempre foi fácil, algumas pessoas davam qualquer desculpa para não emprestar, mesmo assim o trabalho não deixou de ser envolvente."

As dificuldades da determinada professora não param por ai. "A dificuldade maior é de custeio com as fotos, pois não fico com elas, passo para o computador e depois mando fazer os painéis e este custo é alto". Porém o trabalho foi possível graças à ajuda de sua família "O primeiro apoio que tive foi dos meus pais, pois apesar de não termos família aqui no distrito, possuímos aqui um laço forte, já que moramos em Joaquim há 45anos."

A aceitação da população e a emoção vivenciada por muitos quando viam as fotos foram estímulos para que Mônica perdurasse nesse belíssimo trabalho, "...percebi o quanto é importante é esta exposição para a população, eles se sentem orgulhosos em fazer parte deste movimento de rememorização da história do distrito"

Os caminhos percorridos no projeto encontram-se relatados no livro "Educação Infantil: arte, memória e meio ambiente", organizado por Park, M.B et all. ( Editora Àrvore do Saber,2005) e a exposição é aberta ao público todos os finais de semana das 9h às 17h no Centro cultural Ettore Nallin, Rua José Ignácio, n° 14, centro - Joaquim Egídio, maiores informações pelo 32986082.

Confira abaixo nossa galeria de fotos de Joaquim Egídio do fotógrafo Décio Cesarini Junior morador do distrito.

Galerias de Fotos (clique para abrir)

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