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O distrito de Sousas tem convivido em alerta em relação à segurança. Casos de violência tem sido frequentes na região e tem assustado à população, que se sente desprotegida com a questão do policiamento.
Há cerca de três semanas, a Xaxim Floricultura e Paisagismo, de Natália Okuma, foi atingida por vândalos em plena luz do dia. A loja tem placas de vidro nas paredes da frente e nas laterais. A proprietária conta que foi por volta de 15:30h que ouviu barulho e viu o vidro lateral da loja estilhaçado por uma pedra. Natália foi até o lado de fora para ver quem tinha jogado a pedra, mas só conseguiu ver que era um grupo de quatro meninos, que aparentavam ser próximos ou acima da maioridade.
Ao pedir ajuda a um guarda municipal, Natália recebeu a notícia, em tom irônico, de que nada poderia ser feito naquele caso. “Frequentemente invadem a loja para roubar ferramentas, furadeiras, máquinas. Eu não tenho medo de ficar na loja, mas já sei que se algo acontecer, não adianta chamar a polícia”, afirma a proprietária.
Natália diz que já ficou sabendo de casos de assalto em outros estabelecimentos da avenida principal. Além disso, o comércio D. Quitanda, ao lado da loja Xaxim também foi vítima de vandalismo na mesma semana.
O soldado Ziemels, da Polícia Militar, da delegacia de Sousas, diz que não foi informado do caso. “Casos como estes não chegam a mobilizar os profissionais e geralmente não é dada a devida importância”, afirma o policial.
Outro caso que merece ser citado e apurado é o assalto que ocorreu na Av. Antônio Carlos Couto de Barros, em frente ao Freio Pan, às 7:45 da manhã.
Gabriel C. estava a caminho do trabalho, de moto, quando percebeu uma outra moto muito próxima a sua. Logo viu que o motorista e o garoupa ordenavam que encostasse e descesse da moto. Com medo, Gabriel desceu e fez tudo o que lhe foi mandado. Levaram sua moto, sua mochila com documentos pessoais de extrema importância e objetos de valor. A vítima do assalto até hoje não obteve resposta da polícia. “Eu estava em choque, e não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. A única saída segura era fazer o que eles mandavam e entregar tudo. Nunca pensei que isso pudesse acontecer comigo aqui em Sousas. Sempre fui seguro de que Sousas era um lugar tranquilo”, afirma Gabriel.
Casos como estes tem assustado os habitantes de Sousas. Antes, casos de ocorrência noturna já se tornavam frequentes, agora, a criminalidade não escolhe mais o horário.
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