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Notícias

02.06.2009

Setores da educação e da saúde são os mais prejudicados pela greve dos servidores públicos

Greve nos colégios públicos atrasa o andamento do ano letivo

Por: Patrícia Cholakov 22:30h

As greves iniciadas no dia 20 de maio surgiram na busca de melhores salários. Grande parte dos professores da rede pública não está lecionando nesses últimos dias, causando prejuízos ao andamento das disciplinas e complicações aos alunos e famílias.

Foi concedido o aumento de 3% no salário dos funcionários, que ainda se mostram descontentes e exigem um aumento maior. Coordenadores, diretores, alunos e parentes esperam por uma resposta para que este problema seja solucionado.

A greve dos servidores municipais está atingindo em maior intensidade as áreas da saúde e da educação. Os profissionais lutam por 18,7% de aumento salarial, enquanto o prefeito oferece 3% de aumento imediato mais 2,79% em dezembro. Não contentes, os servidores alegaram que pretender manter a greve por tempo indeterminado.

O prefeito de Campinas, Dr. Hélio de Oliveira Santos tem se mostrado irredutível perante a oferta realizada em Assembléia. Além disso, tem usado de forma exagerada a força policial para combater às manifestações.

Segundo Íris Maldonade, orientadora pedagógica da escola municipal Professora Angela Cury Zakia, essa greve está desorganizando o funcionamento do colégio, trazendo a necessidade de avisar todas as famílias de alunos quando não serão realizadas as aulas, tendo que ter um cuidado com a merenda, para que não estrague, e o transtorno na mudança de horários, com as janelas entra as aulas.

O colégio municipal comporta cerca de 150 alunos por período, funcionando de manhã, a tarde e a noite. Todos esses alunos estão sendo gravemente prejudicados e aguardam as decisões das Assembléias para saber como ficará a reposição de aulas. “Tenho alunos que vêm de longe, moram em fazendas, e isso acaba sendo um grande problema para eles e para a escola”, afirma a orientadora.

Dos 21 professores que lecionam no colégio, 12 estão em greve. Os demais funcionários e os alunos esperam ansiosamente para a normalização dessas manifestações. “Os professores estão à espera das Assembléias. Dizem depender disso para dar o parecer. Dois profissionais já retornaram as aulas, mas ainda faltam alguns. É um transtorno, atrapalha todo o funcionamento da escola”, diz Íris.

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