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10.06.2010

Reunião entre moradores, parceria intersetorial e representante da EMDEC discute transporte público.

Por: Patrícia Cholakov, às 22h
DUHJM Publicidade e Comunicações

Na última segunda-feira, dia 7 de junho, às 19h, foi realizada uma reunião que contou com a participação de coordenadores da parceria intersetorial de Sousas e Joaquim Egídio, cerca de cinqüenta moradores de áreas urbanas e rurais, estudantes, professores do Centro Cultural Candido/Fumec e representante da EMDEC, Juarez Bispo Mateus, com o intuito de discutir problemas apontados pela população, referentes às más condições e falta de planejamento do transporte público nas áreas rurais.

De acordo com depoimento de moradores rurais, apenas três linhas operam na região não urbanizada, e em algumas fazendas mais afastadas, nenhuma linha supri as necessidades dessa população.

Alunos do colégio Francisco Barreto Leme, em Joaquim Egídio, expuseram suas opiniões sobre o transporte (ou a falta de) em locais mais afastados, alegando que colegas andam até 4 km a pé, à noite, numa estrada totalmente sem iluminação, para retornarem às casas após as aulas.

A moradora Margarida, da Fazenda Santa Maria diz que quando precisa ir ao centro de Joaquim Egídio para fazer comprar em mercados ou para consultas médicas, depende da carona de vizinhos que possuem carro, e afirma que ainda que seja em troca de dinheiro, muitos deles não gostam da ideia.

A opinião de que o direito de ir e vir está sendo banido com a falta de transporte público na região foi unânime aos participantes. Alguns ressaltaram o “glamour” dos distritos quando se trata de turismo e gastronomia, mas deixaram bastante claro o esquecimento perante moradores de classes sociais menos favorecidas.

Professoras de cursos do Centro Cultural Candido/Fumec afirmaram que há na instituição um déficit de alunos, já que muitos se interessam pelos cursos, mas as condições e horários do transporte público não os motiva.

De acordo com a discussão, as linhas que atendem às áreas rurais transitam em apenas três horários do dia e não os cumpre com vigor. “Não se vê fiscalização alguma para esses horários. Os atrasos são freqüentes e chegam a passar de 30 minutos”, afirma o aluno.

Segundo André Ribeiro, coordenador do Centro de Saúde de Joaquim Egídio, a ausência do transporte para os moradores das áreas rurais apresenta grande impacto nos atendimentos do Centro. “Nós temos que estar sempre com os horários abertos, pois sabemos das dificuldades desses moradores para chegarem no horário”, esclarece o coordenador.

Na escola Barreto Leme estão matriculados atualmente 800 alunos. Segundo a coordenadora do ensino fundamental, Lidiane Gomes, em dias de chuva os funcionários da escola já esperam a escola vazia.

O representante da EMDEC, Juarez Bispo Mateus ouviu aos depoimentos dos moradores e justificou algumas falhas no transporte com suposição de pouca demanda. Os participantes da reunião, em conjunto com Juarez marcaram uma nova reunião, e procuram por mais moradores lesados pela falta de transporte, pois, de acordo com o morador Raul Bissau, “se a falta de demanda é o motivo, mostraremos que há usuários o suficiente”, afirma.

O representante da EMDEC se comprometeu a levar o problema à empresa e discutir, junto com órgãos responsáveis, alternativas para melhorias no transporte coletivo das áreas rurais.

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