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Por Prscila de Abreu, ás 18h15h
Fotos por Eder Muirilo Onorio
População e vereadores do distrito se reuniram buscando alternativas para caso que preocupa moradores da área
Ontem, 20 de outubro no Salão Paroquial da Igreja Santana, ocorreu assembléia que procurava trazer aos moradores uma resposta sobre o ocorrido na última quinta, dia 14, que surpreendeu a todos, pois sem nenhum aviso à população, a base da Polícia Militar instalada há cerca de 40 anos na Rua Humaitá, no Centro do distrito de Sousas foi desativada.
Buscando uma alternativa em curto prazo, os vereadores Arthur Orsi (PSDB), Luiz Cirilo (PPS), Sebastião Torres – Sebá (PSB), organizaram uma reunião com a presença do Major Marci Elber do 8º Batalhão de Policia Militar do Interior, responsável pela área, o presidente do Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG) – Tomas Cavalaro, o diretor da Macro Leste José A. Bittercourt e contou também com a participação do Subprefeito de Sousas – Lucrecio Raimundo da Silva e o de Joaquim Egidio – Pascoal Bortoletto, o Vereador Peterson Prado, entre outros que representavam membros do poder legislativo.
Questionado pelo moradores sobre esse fechamento, o Major Marci explicou que a opção realmente foi a única alternativa e não aconteceu da noite para o dia, haja vista eles tentavam buscar várias alternativas junto a Prefeitura e o CONSEG, tendo em vista que o prédio estava em péssimo estado, necessitava de uma reforma que nunca foi autorizada devido o imóvel ser tombado e precisar de auditoria, sem contar que sua área era pequena e não comportava mais o público - “Chovia dentro, havia infiltrações, não tinha como manter o meu pessoal naquele lugar, Sousas merece algo melhor, uma base física que não fique escondida e dê suporte aos moradores.” – completou.
Segundo Sebá - que inclusive já entrou com requerimento buscando uma reforma ao prédio tombado e uma moção solicitando o retorno das atividades da Policia Militar no distrito a partir de Base Fixa - a principal preocupação dos moradores e da população era se com o fechamento dessa base Sousas não correria o risco de perdê-la de vez, pois o distrito já submergiu muito nos últimos tempos no quesito segurança, afinal já teve 33 viaturas, quatro motos e um comandante da área.
Sabendo que o principal incômodo dos moradores era a falta do policiamento físico o Major Marci explicou que eles estão em busca de um novo local, em área movimentada, porém o aluguel é alto, o Estado não aprova e o proprietário não diminui. Além disso, deixou claro que nunca recebeu nenhuma proposta oficial de moradores que auxiliariam a reforma – “Se não houvesse o fechamento da base, provavelmente nem estaríamos reunidos aqui buscando uma solução.”.
Sobre o assunto, o presidente do CONSEG Tomas Cavalaro expôs que vai retomar as reuniões que há tempos não aconteciam, porem também afirmou que o policiamento não depende do conselho e foi aplaudido assim que finalizou sua frase por alguns moradores.
Por hora, a única solução encontrada pelo Major, foi a base comunitária móvel que ficará localizada em lugares estratégicos do distrito, fora isso a segurança será reforçada com as viaturas que devem circula pela região, principalmente aos finais de semana onde o número de pessoas aumenta devido as atrações gastronômicas de Sousas e Joaquim Egídio.
Os vereadores que compuseram a mesa assumiram o compromisso de realizar uma comissão entre eles na segunda-feira e gerar um requerimento junto ao órgãos competentes buscando uma solução ao problema. O vereador Petterson Prado, também foi convidado para participar e auxiliar na reunião.
Neste ano ocorreram duas reuniões que também discutiam a segurança do distrito, a primeira em abril e outra em maio deste ano, na epóca, segundo a moradora de Joaquim Egidio Maria Nildes dos Santos Nascimento várias promessas também foram feitas, mas nada aconteceu – “Mais uma vez foram assumidos vários compromissos e vai acontecer o que?” pergunta a assistente social que reside há 5 anos no distrito.
No dia 04 de novembro, às 19h30, os moradores e o CONSEG voltarão a se reunir no Salão da Igreja Santana, para discutir novas propostas.
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