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Por Ricarda Canozo 17h52
O Ministério da Educação (MEC) vai notificar a Universidade Bandeirante (Uniban) nesta semana para obter uma explicação sobre a decisão da Universidade de expulsar a aluna do curso de turismo, Geisy Arruda de 20 anos.
Ela foi vaiada, perseguida, julgada e xingada por 600 alunos da Uniban de São Bernardo que a condenaram por usar um vestido curto, de acordo com eles, a roupa não condizia com o ambiente.
Mas qual é o conceito de vestimenta para um espaço como a universidade num mundo plural e que se diz democrático?
Na universidade, espaço reservado para universalizar o conhecimento, de convivência de alunos, professores, funcionários e formação de valores, o assunto deveria ser debatido e não “cortado pela raiz”, pelo caminho mais simples: expulsar a aluna julgando-a como culpada por usar roupas curtas e ter atitudes provocativas, que segundo a universidade teriam causado a violência que sofreu, tendo que sair escoltada do campus pela polícia.
Ontem, depois de uma sindicância, com medidas de pesos diferentes, a Uniban decidiu expulsar Geisy e suspender alguns dos alunos que começaram com o ato de intolerância e preconceito caracterizado pela universidade como “reação coletiva de defesa do ambiente escolar”.
Geisy sofreu assédio coletivo e ameaças de agressão, além dos crimes contra a honra pelos quais pode pedir indenização.
A instituição será notificada nesta semana em processo de supervisão especial que pode ser aberto a qualquer momento após a denúncia.
A Secretaria Especial de Políticas Públicas para as mulheres também vai cobrar explicações da Uniban.
Alegar que a estudante é responsável pelo tumulto é inconstitucional e ela pode mover um processo e pedido de indenização.
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