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Por: Patrícia Cholakov, às 17:10h
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Cerca de 10 mil alunos estão sem aula por conta da grave das faxineiras que trabalham em escolas públicas e reclamam do atraso de salários nos últimos meses.
Cerca de 430 pessoas prestam serviços de limpeza a Prefeitura e parte delas não recebeu pagamento e benefícios, como vale-transporte.
Ontem, dia 17, foi realizada uma audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT), para tentar estabelecer um acordo entre a Empresa Limpadora União e a Prefeitura Municipal. A audiência terminou sem nenhum acordo.
Segundo o Ministério Público do Trabalho, não são todos os funcionários da limpeza que estão com atraso de pagamento. Em alguns casos, os atrasos são referentes aos vales-transporte dos quatro últimos meses.
A E.M.E.F Angela Cury Zakia não paralisou as aulas, porém, enfrenta dificuldade na limpeza. Segundo o vice-diretor, Valdir Mantega, apenas um funcionário efetivo está trabalhando. Há uma semana os outros dois funcionários terceirizados estão em greve. “Isso tem gerado um grande transtorno à escola, pois a limpeza é feita apenas por uma pessoa e em um único período. Esperamos que a greve não se estenda por muito tempo, para que possamos voltar com o funcionamento normal”, afirma.
A greve teve início no dia 11 de maio, e o Ministério Público do Trabalho estuda medidas para benefício dos trabalhadores.
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