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26.11.2010

Ex-investigador acusado de matar advogada é julgado em Campinas.

Na manhã de quarta feira, 17/11 começou o julgamento do ex-investigador da Polícia Civil de Campinas, Rodrigo Guersoni Brasil, de 29 anos, suspeito de matar com um tiro no rosto a advogada Daniela de Araújo Lima Carvalho, de 24 anos, e ferir uma amiga dela, a professora Priscila Garcia. O crime aconteceu na madrugada de 24 de fevereiro de 2008 no distrito de Joaquim Egídio, em Campinas. O suspeito chegou a fugir após o assassinato, mas se entregou dias depois.

O julgamento começou por volta das 9h30m, mas depois sofreu um pequeno intervalo. O réu foi retirado da sala do júri para que a amiga da vítima ferida no dia do crime possa depor mais à vontade. Mesmo fora da sala do júri, o réu consegue acompanhar tudo por um monitor colocado em outra sala.

No início do seu depoimento, Priscila afirmou que no dia do crime a advogada estava nervosa e a acompanhava em uma festa. O policial soube do evento e queria acompanhá-las. Ele teria ligado dezenas de vezes no celular dela, mas a advogada atendeu apenas uma vez e depois teria se livrado do aparelho para não ser incomodada.

Na segunda parte de seu depoimento, a amiga de Daniela chorou muito e contou como o crime aconteceu. Segundo ela, ambas chegaram à casa do pai de Daniela, onde a advogada morava junto com o filho de um ano, fruto do relacionamento com o investigador. O policial já estava lá e entrou na frente do carro. Daniela teria descido do automóvel e discutido com ele. Quando retornou para dentro do carro, o policial teria disparado com a arma de fogo. Daniela foi ferida no rosto e caiu desacordada. A amiga de Daniela foi ferida no braço e precisou fugir do automóvel engatinhando porque não sabia onde o atirador estava. O policial teria fugido. Um amigo da família socorreu a professora de Educação Física e Daniela.

O pai da advogada Daniela Araújo foi o segundo a ser chamado para depor no julgamento. Ele iniciou contando como era o relacionamento da filha com o ex-policial. De acordo com ele, meses antes do assassinato o réu chegou a ligar para ele ameaçando "fazer uma besteira" em relação à Daniela. O pai convenceu a filha a procurar um advogado e dar queixa, mas o ex-policial convenceu depois a vítima a retirar as queixas. O pai contou ainda que Rodrigo Brasil era bem agressivo.

A mãe da advogada Daniela Araújo, Ana Cristina Carvalho, foi a terceira pessoa chamada para depor no julgamento. Assim como o pai da vítima, ela começou contando sobre o relacionamento de Daniela e Rodrigo. Segundo a mãe, o rapaz era possessivo e interferia no modo de Daniela se vestir e nas amizades dela.

Fonte: O Globo

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