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Por Milena Bicudo, às 15h16
DUHJM Publicidade e Comunicações
Dia da mulher é todo dia, até porque são tantos personagens vividos por elas que não aceitariam, por amor próprio, uma única data comemorativa.
Esse é o início do pensamento de nossa primeira personagem do mês comemorativo ao Dia Internacional da Mulher, Elaine Brandão, 39 anos, psicóloga especializada em psicodramaturgia. Ela tem um filho de 15 anos e uma filha de 2. Já se casou mais de uma vez. É proprietária do conhecido Abrigo da Lua, consultório de psicologia que atende pacientes de 21 a 56 anos de idade, atualmente. “Penso que esta versatilidade feminina de passar de um papel para outro, com jogo de cintura e sutileza, é realmente intrigante”, afirma Elaine, com um sorriso no rosto.
O momento agora está aberto para falar sobre comportamento feminino. Para ela, a busca pela felicidade, pela coesão e pelo pertencimento vão de encontro ao cotidiano das mulheres. São elas quem lançam as raízes em um relacionamento amoroso, por exemplo. Elas se aprofundam, mas eles, na maioria das vezes se distanciam. Quantos homens que gostam de discutir a relação? Elaine Brandão acredita que, quando um homem e uma mulher se unem é necessário haver um treino de habilidades, ou seja, "para que possam se relacionar sem máscaras”. A psicóloga diz que muitas mulheres se contradizem: o que realmente buscam? O que mostram através de suas ações é o querem? É preciso que haja um auto-conhecimento, uma coesão entre o que pensam que querem, o que sentem e o que fazem. Não pode existir incompatibilidade, senão vira doença.
Existe mais de uma mulher dentro de nós. Você se chama “Paula”, por exemplo; mas, existem várias “Paulas”, interiormente. A Paula que chora, que ri, que briga, que educa, que ama, que sofre, que tem desejos, enfim, é como se existisse a profana e a pura. Sim, parece confuso. Mas, afinal, as mulheres não são mesmo confusas? Nem elas se entendem, às vezes. Porém, o importante é não depender do que o outro pensa de você e ser simplesmente o que és independentemente do lugar e da hora.
Assim como os atores em um palco de teatro, as mulheres vivem o seu dia a dia com máscaras, escondendo a mulher que existe dentro dela, e isso impede que ela de conta dos vários papéis que têm, suas falhas, virtudes, dores e realizações.
Para finalizar, Elaine diz: “Se eu pudesse oferecer uma bênção às mulheres seria o real desejo de que, cada dia mais, aprendessem a se relacionar consigo mesmas e com seus pares, sem as máscaras que, na maioria das vezes, servem como muletas existenciais. Máscaras estas, que poderiam sair de cena para que cada uma vivenciasse o papel de protagonista de sua história”.
Sessão de DICAS
Música: “Gosto de homens e de mulheres”, cantora Ana Carolina
Uhhh...é...
E eu gosto de homens e de mulheres e você, o que
prefere?
E você o que prefere?
E eu gosto de homens e de mulheres e você o que
prefere?
E você o que prefere?
Homens que dançam tango
Mulheres que acordam cedo
Homens que guardam as datas
Mulheres que não sentem medo
Homens de toda a idade
Mulheres até as genéricas
Homens que são de verdade
Mulheres de toda a América
Homens no sinal verde
Mulheres de batom vermelho
Homens que caem na rede
Mulheres que são meu espelho
E eu gosto de homens e de mulheres e você o que
prefere?
E você o que prefere?
E eu gosto de homens e de mulheres e você o que
prefere?
E você o que prefere?
Mulheres na guitarra
Homens de corpo e mente sã
Homens vestindo sobretudo
Mulheres melhor sem sutiã
Mulheres melhor sem sutiã
Homens que enrolam serpentes
Mulheres que vão na frente
Homens de amar tão de repente
Mulheres de amar pra sempre
Mulheres de amar pra sempre
E eu....
E você o que prefere?
E eu gosto de homens e de mulheres e você o que
prefere?
E você o que prefere?
(Fonte de busca: http://vagalume.uol.com.br/ana-carolina/homens-e-mulheres.html)
Filme: “O clube da felicidade e da sorte”, de Amy Tan.
Sinopse: Um filme extraordinário que relata a épica história de quatro famílias e suas incríveis vidas, cheias de alegrias, tristeza, riqueza e magia. Desde os campos da China, dilacerados pela guerra no começo do século, até os dias de hoje, na moderna San Francisco, você vai conviver com as esperanças, os sonhos e vitórias de duas gerações, revelados através das lembranças de quatro mulheres. Elas contam os fatos que marcaram e transformaram suas vidas para sempre. Baseado no romance de Amy Tan, um dos grandes sucessos do momento, elogiado pela crítica do mundo inteiro.
(Fonte de busca: http://cineclubesilenzio.blogspot.com/2008/08/1608-o-clube-da-felicidade-e-da-sorte.html)
Ter consciência de si próprio não significa necessariamente sucesso nas atitudes. Vontade pode existir, exercício como tarefa de aprendizagem também; a questão e a dificuldade no meu ponto de vista, é sustentar as dores da falta da máscara e moralizar-se interiormente pra se ver capaz de repetir na próxima vez.
Engraçado como essas palavras vêm de encontro com que vivencio hoje.
Percebo em mim as nuances de uma menina, uma moleca, mulher brava, mulher suave, drama queen... e por aí em diante.
O duro de administrar, ter habilidade para perceber qual dessas nuances está sendo requisitada, e não fugir e esconder-se na mais confortável...Bem, mas isso, só treinado habilidades. Para isso que existe o processo terapeutico! Parabéns Elaine! Muito sucesso pra você!
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