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21.09.2011

Comissão reivindica segurança na estrada que liga os distritos

Dez pessoas formaram uma comissão e iniciaram o movimento que reivindica mais segurança na SP-81, estrada que liga Sousas a Joaquim Egídio. A medida foi tomada após o atropelamento e morte da estudante Júlia Buratto Bessa, de 14 anos (foto ao lado).

Aos finais de semana, o fluxo de carros e motos é intenso e muitos motoristas trafegam pelo local em alta velocidade. Leila Buratto, mãe de Júlia, homenageou a filha, colocando uma cruz no local onde ela foi arremessada com o impacto do veículo. Os moradores colocaram uma faixa pedido atenção aos motoristas.

O ator Sebastian Marques é um dos integrantes da comissão e informou que está sendo elaborado um plano para conscientizar visitantes e moradores sobre educação no trânsito. A proposta também visa apontar soluções para melhorar a segurança de pedestres e motoristas. “Não queremos espantar as pessoas que procuram o distrito aos finais de semana, mas conscientizá-las de que aqui é uma área habitada e devemos respeitar os moradores e as leis”, disse. O movimento conta com o apoio dos comerciantes.

Após concluído, o plano será apresentado pela comissão à comunidade. A reunião ainda será marcada. Marques observou que os projetos devem ser criados já pensando em longo prazo, pois os distritos registram grande fluxo de pessoas e veículos aos finais de semana. Após o acidente foram colocadas duas lombadas na estrada, mas aconteceram dois acidentes no mesmo trecho. 

A morte

Leila Buratto contou ao jornal O Quinze que em 9 de julho, Júlia e a amiga tocavam violão no quiosque da família. Por volta das 16 horas, as duas seguraram uma na mão da outra para atravessar a estrada e chegar ao Condomínio Colinas do Ermitage, quando um veículo dirigido por uma mulher atingiu Júlia. Com o impacto, a estudante foi arremessada a uma distância de 20 metros. A garota foi levada ao hospital e por 16 dias permaneceu em coma na UTI. “Para mim ela morreu no dia 9”, disse a mãe. Leila contou que a batida foi tão forte que quebrou o para-brisa e os cabelos da filha ficaram grudados no carro.

Durante a homenagem, a mãe ergueu uma cruz no local e os moradores instalaram uma faixa, alertando sobre os cuidados que os motoristas devem ter com as crianças. Júlia iria completar 15 anos em novembro e preparava uma festa de aniversário com as amigas.

Leila lamenta que a lombada não impediu que motociclistas e motoristas continuassem trafegando em alta velocidade. “Temos de pensar em outro tipo de redutor de velocidade”, disse a mãe.

Fonte: Jornal O Quinze

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