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Por: Patrícia Cholakov, às 15:50h
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O alerta referente à prevenção da leishamaniose tem sido freqüente na cidade de Campinas. Isso se deve ao fato de novos casos na região, nos quais os cães têm sido apontados como vilões. Segundo a veterinária Dra. Luelyn Jockymann, da clínica Animaletto de Sousas, o vilão da história é o mosquito, e não o cachorro. “As pessoas devem se conscientizar que para a doença ser transmitida ao homem, o cão tem que ser picado duas vezes pelo mosquito; a primeira picada transmite a doença ao cachorro e, se ele for picado novamente, o mosquito pode passar a doença para o ser humano”, afirma.
Até o momento casos em humanos não foram registrados na cidade. No condomínio residencial Colinas do Ermitage já foram notificados quatro casos de cães com a doença e em todos os casos o animal morreu.
A doença é mais comum no norte do estado, mas vem se aproximando e já atingiu as zonas rurais, já que animais silvestres como a raposa, também servem como hospedeiros.
De acordo com a veterinária, o tratamento da doença não é recomendado pelo Ministério da Saúde, pois o caso se trata de zoonose e o risco de contaminação pode permanecer. A Organização Mundial da Saúde recomenda a eutanásia dos animais.
Para que sejam evitados os sacrifícios, a veterinária adverte que há formas bastantes eficazes para a prevenção da doença. “O uso de telas de tule em portas e janelas das residências pode ajudar a diminuir o risco”, afirma. Além disso, exigem coleiras repelentes, impregnadas de deltametrina, que podem ser encontradas facilmente em pet shops. É importante manter a limpeza dos quintais, por exemplo, pois o mosquito é atraído por locais ricos em matéria orgânica.
Os donos dos cães devem realizar consulta ao médico veterinário, pois os sintomas da doença são variados e facilmente confundíveis. Vômito, diarréia, falta de apetite e descamação da pele podem ser alguns dos sinais.
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