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A top model Gisele Bündchen esteve em Joaquim Egídio na tarde de 9 de setembro especialmente para inaugurar o programa Florestas do Futuro, da SOS Mata Atlântica. A top deixou sua marca com o plantio de uma erytrina, uma das várias espécies de árvores nativas da Mata Atlântica. As mudas foram produzidas no Viveiro Comunitário SOS Mata Atlântica Campinas, inaugurado em 15 de julho, em parceria com a Associação de Proteção Ambiental, Jaguatibaia. A modelo, que chegou de helicóptero por volta das 14 horas, pousou nas dependências da fazenda das Cabras e participou de um evento fechado. Somente dois veículos de comunicação, de circulação nacional, participaram. Ela vestia a camiseta da ONG.
Mas o projeto não se refere ao plantio de apenas uma árvore. Intitulado Floresta Gisele Bündchen Sementes, o programa é resultado de uma parceria entre a modelo e a Grendene e terá, em Campinas e na Bahia, 25.500 mudas de 100 espécies diferentes à disposição para a recuperação de mais de 15 hectares de Mata Atlântica, floresta que, originalmente, cobria 15% do território brasileiro. Hoje está restrita a apenas 7,26%. Nesta área vivem mais de 120 milhões de pessoas.
A ação também atende a pedidos de Gisele e da Grendene de desenvolver um projeto, cuja semente despertasse para a mobilização para a causa das águas no Bioma onde Gisele nasceu.
O viveiro comunitário tem capacidade para 200 mil mudas anuais. São mais de 80 espécies de árvores da Mata Atlântica para recuperação da Área de Proteção Ambiental (APA), de Sousas e Joaquim Egídio, equivalente a 150 campos de futebol.
Por meio de seus programas Clickarvore e Florestas do Futuro, a Fundação SOS Mata Atlântica acumulou experiência em fomento e restauração florestal no Bioma Mata Atlântica. Desde 2000, os dois programas já plantaram mais de 17 milhões de árvores em Áreas de Preservação Permanente (APP) e em áreas de reserva legal; mais 8 milhões de árvores estão em plantio, além de apoiar outros projetos de organizações parceiras.
O objetivo desses programas é auxiliar o processo de recuperação da floresta com o plantio de espécies nativas, de forma a ampliar as possibilidades de manutenção e conservação da biodiversidade presente.
Em 2004, foi criado o Florestas do Futuro, programa de recuperação de matas ciliares que fazem a proteção para produção de água, que plantou até outubro de 2007 mais de 800 mil mudas de árvores. Para o ano de 2008, está programado o plantio de mais 1.133.000 árvores. A previsão é que cinco milhões de mudas sejam plantadas até final de 2010.
O programa Florestas do Futuro visa, além da doação de mudas, o trabalho de fomento florestal que vem sendo desenvolvido pela organização: convencer os proprietários de terras da necessidade de manter ou restaurar as florestas em APPs e reservas legais, garantindo a conservação da biodiversidade e a qualidade da água.

por Rose Ismério
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